ONDE ESTIVEMOS ::
2014-05-21 | Chegada ao cume do Mamut

Por: Miriam Gerber

pessoal, ontem depois de uma grande luta, conseguimos (Nilton Campos e eu) a grande empreitada de atingir ao cume do Mamut.

Alguns de vocês me acompanharam nos meus primeiros intentos, por isso estou lhes contando, e porque quero ir com quem quiser vir e tenha condições, mostrar a nova trilha, ou talvez velha e renovada.

Fizemos 2 investidas pelo caminho mais conhecido, subir até o Cubaio e antes de chegar ao cume encontrar a entrada para o Mamut, que são mais de 2 km de crista, totalmente fechada. Na primeira não conseguimos entender aonde entrar, na segunda, chegamos à conclusão que depois confirmamos com Nilton na 3ª investida. Mas só chegar até esse ponto, leva algumas horas e o parque abre às 8h e tem muitas complicações.
Pedimos autorização ao parque para dormir no Cubaio, foi negada. Facão sim, dormir não. Para abir mais de 2km de trilha era impossível num dia.

Na semana passada, eu não pude ir em Salinas, porque ia trabalhar no domingo, mas tinha sábado, liguei para o parque, me autorizaram facão mas não dormir. Comecei a tentar conseguir comprar os ingressos por internet e PagSeguro para entrar 6h no parque, nada, impossível, eu e Nilton tentamos inúmeras vezes e tivemos que desistir. O parque não pode ajudar com ingressos, a bilheteria disse que só tem essa forma ou entrar no parque 8h. O pessoal do parque não sabe nem onde fica o Mamut, mandam dormir no Açu.
Desanimados, mas com o desejo de terminar com essa história, ele tinha estudado a possibilidade de entrar pelo Vale de Cuiabá e tinha tudo na cabeça, decidimos tentar.

Fomos lá, e o engraçado, que com todos os contratempos, tivemos a sorte de encontrar ao Gilberto, que cuida do campo aonde tem a entrada para chegar até o cume do Mamut, e ele mesmo se prontificou a ajuda-nos. E aí fomos os 3, ele de foice, Nilton de facão e eu na maior mordomia de pisar o mato. Foram 3 horas e meia para chegar até a pedra, e ainda faltava muito.

Ontem, 7h começamos tudo de novo, sem a ajuda do Gilberto, porque ele tinha que trabalhar, 1 hora e meia até a pedra e achando que a coisa ia ser fácil. Nilton tinha conversado com Tonico que tinha subido pelo Mata Porcos, e tinha falado que dava para fazer num dia, dar da, mas primeiro é um costão imenso, maior que o escalavrado, depois começou o mato, taquaril e samambaia, horas passando facão, parecia que não ia terminar nunca, mais de 1 km , só facão e Nilton sem querer me passar o facão. Chegamos à primeira pedrinha 12h40, e novamente mato e facão até o cume, foi duro. 14h30 no cume. Na estrada chegamos 18h30. Foram 11h e meia de atividade. Sem parar. Agora tem uma trilha, mas com grupo calculo que podem ser 10h de atividade. Mas é bonito.

Vamos ver se a gente volta enquanto tem uma trilha.


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